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Onde e como plantar Kiri Japonês?

  • Foto do escritor: Paulownia Brasil
    Paulownia Brasil
  • 11 de jan. de 2023
  • 7 min de leitura

Atualizado: 1 de dez. de 2025

23 recomendações para você iniciar o seu cultivo de Paulownia






Você deve ter ouvido falar sobre as características impressionantes da árvore do futuro e nesse momento deve estar ansioso para começar a plantar Paulownias. Mas calma, para assegurar o sucesso do seu plantio confira as dicas abaixo para escolher bem o terreno, prepará-lo e plantar corretamente suas mudas de Kiri Japonês.

Escolhendo o lugar certo:

1) Temperatura

A árvore Paulownia ou Kiri Japonês é encontrado em regiões subtropicais, tropicais e temperadas.

A Paulownia pode se adaptar a uma ampla gama de temperaturas, mas para o crescimento máximo sugere-se que esteja na faixa de 24-33ºC.


Normalmente a plantação deverá ser implementada na Primavera e no Outono, a fim de evitar as geadas que caem após o surgimento dos primeiros brotos danificando a estrutura celular das folhas. As árvores jovens tendem a ser mais sensíveis às baixas temperaturas durante os dois primeiros anos de cultivo.


2) Altitude

As espécies de Paulownia podem crescer em áreas com até 2000 metros de altitude. Mas seu crescimento é mais acentuado em terreno posicionados entre 700 e 800 metros de altitude.


3) Características do Solo

O Kiri japonês é uma espécie altamente adaptável e cresce bem em muitos tipos de solos. Os mais adequados e recomendados são solos leves, bem drenados e arenosos.

Solos muito argilosos com porosidade abaixo de 50% não são os mais indicados para o plantio de Paulownia. Um solo muito compacto, pesado, rochoso, argiloso e sujeito a inundações provavelmente impossibilitará o bom desenvolvimento das árvores.

Outro fator importante é a salinidade. O Kiri japonês não tolera salinidade acima de 1%.


4) Profundidade do Solo

Os mais recomendados são solos profundos bem drenados.

A camada de solo deve ter pelo menos 5 metros de profundidade para que o sistema radicular tenha espaço suficiente para se desenvolver.


5) PH do Solo

O pH de 5,5 seria o ideal para o desenvolvimento do kiri japonês.


6) Topografia

É possível cultivar Kiri Japonês em encostas íngremes, mas isso evidentemente aumenta o custo de operação (irrigação, manutenção e colheita).

Além disso, a forma do tronco pode ser afetada pela luz solar desigual e muito vento, o que pode resultar em madeira de qualidade inferior.



7) Precipitação

Um indíce pluviométrico de pelo menos 1200 mm/ano é recomendado para um bom crescimento do cultivo de kiri japonês. Caso contrário, a plantação deve ser equipada com um sistema de irrigação. Vale lembrar que as vezes mesmo chovendo 1800 mm por ano pode não ser suficiente se o período de estiagem for muito longo.



8) Vento

Áreas com ventos acima de 45km/h devem ser evitadas para plantar Paulownia.

Ventos até 30km/h não são ideais, mas a situação pode ser contornada se instalados estabilizadores durante o primeiro ano de desenvolvimento até formar forte caule de madeira.



9) Incidência Solar

Paulownia requer muito sol para um crescimento ideal. Embora seja uma árvore de crescimento rápido, é muito termofílica e nas fases iniciais da vida não gosta de competição por luz.

Por essa razão um espaçamento de 4x4 ou 5x5 é recomendado.


10) Umidade do ar

Muita umidade aumenta o risco de patógenos microbianos (especialmente fungos). O plantio de Paulownia deve, portanto, ser idealmente realizado em uma área abrigada, com baixa velocidade do vento e com baixo risco de tempestades de verão.


11) Fácil Acesso

Na hora de escolher o terreno deve ser considerado o acesso para a passagem de tratores, caminhões e máquinas agrícolas. O volume de madeira cortado é significativo por hectare.


12) Registro Legal

A localização da plantação não deve, em caso algum, situar-se numa área protegida (santuário de animais, parque nacional, floresta natural, etc.). Aconselhamos que verifique a legalidade do seu plantio junto aos órgãos de sua região.



Agora que você já sabe onde plantar Paulownia, vamos as dicas referentes ao preparo do terreno


13) Preparo profundo do solo (Subsolagem)


Ao contrário de culturas anuais, a Paulownia possui um sistema radicular pivotante que busca profundidade. Por isso, apenas arar a camada superficial (20 cm) não é suficiente.


Dependendo da área a ser plantada recomenda-se a subsolagem profunda (60 a 80 cm) na linha de plantio. Isso rompe camadas compactadas, permite a oxigenação e facilita o desenvolvimento rápido das raízes, garantindo a ancoragem da árvore contra ventos.


Se a área for de pastagem degradada, o preparo deve começar com antecedência para decomposição da matéria orgânica e correção de acidez em profundidade.



14) Controle inicial de competição


O terreno deve estar limpo. A Paulownia não tolera competição com braquiária ou outras gramíneas nos primeiros meses. O controle de plantas daninhas (químico ou mecânico) deve ser rigoroso antes mesmo do plantio das mudas.



15) Sulcamento e Coveamento


Em projetos mecanizados, utiliza-se o sulcamento na linha de plantio. Onde não é possível mecanizar, fazem-se covas. O ideal é que o solo no local da muda esteja descompactado e misturado com os corretivos indicados pela análise de solo.


Atenção ao plantio: O colo da muda (região entre a raiz e o caule) deve ficar nivelado com o solo. Em solos com drenagem mais lenta, recomenda-se o plantio em "camalhões" (elevações de terra) para evitar o encharcamento do colo, que pode ser fatal para o Kiri.


16) Nutrição e Adubação


Não existe "receita de bolo" para adubação florestal profissional. A aplicação de nutrientes deve ser estritamente baseada na análise de solo da sua propriedade (ideal ph 5.5).


No entanto, devido ao metabolismo acelerado do Kiri, a adubação convencional muitas vezes não entrega a velocidade de absorção necessária nos momentos críticos.



Por isso, na Paulownia Brasil, recomendamos o uso de um protocolo nutricional específico em três fases, desenhado para a fisiologia da Paulownia:


  • No Plantio (Arranque): Utilize o HF1 Formulado especificamente para dar às mudas a força inicial necessária. Ele atua estimulando o enraizamento agressivo e aumentando a resistência ao estresse do transplante. Resultado: Um estande de plantas com desenvolvimento uniforme e vigoroso desde as primeiras semanas.

  • Transição Climática (Pré-Inverno/Seca): Utilize o HF2 A Paulownia precisa "endurecer" para suportar períodos adversos. O HF2 é aplicado antes da entrada da seca ou do inverno para reforçar a nutrição e garantir reservas de energia no sistema radicular. Resultado: Árvores mais resistentes, que sofrem menos com a paralisia do clima frio ou seco e retomam o crescimento mais rápido na primavera.

  • Fase de Rebrota (Pós-Corte Técnico ou Colheita): Utilize o HF3 O grande trunfo do Kiri é produzir vários ciclos na mesma raiz. O HF3 foi desenvolvido para essa fase crítica de regeneração, reduzindo custos de replantio. Resultado: Recuperação rápida da cepa, mantendo a produtividade elevada e a rentabilidade do projeto por décadas.


17) Regime Hídrico (Irrigação)


A Paulownia necessita de um índice pluviométrico mínimo de 1.200 mm anuais bem distribuídos.

  • No plantio: Se o solo estiver seco, é obrigatória a "rega de pegamento" (aprox. 4 a 5 litros por muda) imediatamente após o plantio para eliminar bolsões de ar nas raízes.


  • Primeiros meses: A muda é sensível à falta de água até que suas raízes atinjam camadas mais profundas. Se houver veranico (estiagem) logo após o plantio, a irrigação de salvamento é necessária.


Projetos de alta tecnologia podem utilizar irrigação por gotejamento para acelerar o crescimento inicial, mas em regiões com chuvas regulares e solo com boa retenção (percentual de argila adequado, idealmente próximo a 25%), o cultivo de sequeiro é viável.


18) Genética da muda


Para produção de madeira nobre, não se planta semente, planta-se clone (muda clonal). Se o objetivo é madeira serrada de alto valor, precisamos de árvores padronizadas, com fuste reto e crescimento homogêneo. Na Paulownia Brasil, trabalhamos com híbridos selecionados que oferecem resistência térmica e fuste alongado.


Evite mudas de origem desconhecida pois a variabilidade genética pode comprometer o lote inteiro na hora do corte.


19) Espaçamento (Densidade de Plantio)


O espaçamento define o uso final da madeira. Para madeira serrada de qualidade, buscamos troncos mais grossos. Os espaçamentos mais utilizados em projetos comerciais no Brasil são:


  • 4 x 4 metros (625 árvores/ha)

  • 5 x 4 metros (500 árvores/ha)

  • 5 x 5 metros (400 árvores/ha)


Espaçamentos muito adensados (ex: 3x2) forçam o crescimento em altura, mas demoram mais para atingir o diâmetro de corte para serraria.


20) Consórcio (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta)


A Paulownia permite consórcios, especialmente nos primeiros 2 anos. Culturas anuais (feijão, milho, abóbora) ou mesmo café e cacau nas entrelinhas protegem o solo e podem gerar receita extra.


21) Ameaças e Proteção


  • Formigas Cortadeiras: São o inimigo nº 1 nos primeiros meses. O controle deve começar antes do plantio e ser monitorado constantemente.


  • Vento: A Paulownia tem folhas grandes e crescimento rápido. Ventos fortes podem quebrar a ponteira ou tombar árvores jovens. Evite áreas de topo de morro expostas a ventanias constantes.


  • Encharcamento: A raiz da Paulownia não tolera solo alagado. Se a água empoçar por muito tempo, a árvore pode morrer.


22) Manejo de Poda e Corte Técnico (Recepa)


Este é o segredo da madeira de qualidade.


  • Desbrota: Deve-se remover os brotos laterais (ladrões) que surgem nas axilas das folhas, mantendo apenas o eixo principal crescendo. Isso garante madeira sem nós.


  • Corte Técnico (Recepa): Em muitos projetos, realiza-se um corte drástico rente ao solo na primeira primavera (aprox. 10 meses após o plantio). Isso faz com que a árvore rebrote com um sistema radicular já forte, disparando um crescimento muito mais reto, vigoroso e uniforme, podendo atingir 6 a 7 metros de altura em um único ano após a recepa.


23) Coroamento (Controle de Daninhas)


Manter a "coroa" (círculo de 1m a 1,5m ao redor da muda) limpa é vital. O mato compete por água e nutrientes. O controle pode ser químico (com muito cuidado para não atingir a Paulownia, que é sensível a herbicidas) ou mecânico (roçada).


O Sucesso do Seu Plantio Não Depende da Sorte



Como você viu, cultivar Paulownia para madeira nobre vai muito além de apenas cavar um buraco e colocar a muda. O sucesso de um projeto florestal de alto desempenho está nos detalhes: na escolha correta da genética, no preparo profundo do solo e, principalmente, no manejo técnico rigoroso (como a recepa e a desbrota).

Seguir esse passo a passo aumenta drasticamente suas chances de colher madeira de qualidade exportação. No entanto, cada propriedade tem suas particularidades de solo e microclima.

Não arrisque seu capital e seu tempo na tentativa e erro.


A Paulownia Brasil transforma essas diretrizes técnicas em um projeto estruturado e personalizado para a sua fazenda, acompanhando você do diagnóstico da área até a conexão com o mercado.


Quer garantir que sua terra está pronta para receber o Kiri?




 
 
 

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