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Kiri ou Arrendamento de Soja ou Gado? Comparando o Retorno por Hectare na Ponta do Lápis

  • Foto do escritor: Paulownia Brasil
    Paulownia Brasil
  • 26 de nov. de 2025
  • 4 min de leitura

Vale a pena trocar o arrendamento de soja ou gado por um projeto de Paulownia? Analisamos o retorno em sacas por hectare, riscos e a lógica de longo prazo para produtores rurais.


Se você é produtor rural ou dono de terra no Centro-Oeste, Sul ou Sudeste, sua calculadora mental provavelmente funciona em uma única moeda: sacas de soja por hectare.


Seja plantando safra e safrinha ou arrendando a terra para terceiros, essa é a régua que mede o sucesso do ano. Por isso, quando o assunto Kiri (Paulownia) surge como alternativa de investimento florestal, a pergunta natural não é sobre a beleza da árvore ou a ecologia. A pergunta é:

"Isso rende mais do que o meu arrendamento ou do que colocar boi no pasto… em sacas?"


Este artigo não está aqui para prometer milagres ou sugerir que você pare de plantar grãos. A proposta é comparar, com frieza e objetividade, duas lógicas de negócio distintas: a renda passiva do arrendamento rural versus a construção de patrimônio de um projeto florestal de alto desempenho.




1. O cenário base: a segurança do arrendamento (e seu teto)


No Mato Grosso e nas principais praças do agronegócio, o arrendamento funciona como um relógio. É um modelo de negócio maduro.


Em um cenário típico de terra boa, o dono recebe algo em torno de 10 a 12 sacas de soja/ha/ano.


  • Quem arrenda assume o risco: Custo de insumos, maquinário, clima, pragas e a volatilidade de Chicago (VIX).

  • O dono da terra recebe o conforto: Renda previsível, terra ocupada e pouca dor de cabeça operacional.


É um excelente negócio para quem busca estabilidade. O problema do arrendamento não é o risco, é o teto. Você sabe exatamente quanto vai ganhar, e dificilmente passará daquilo. É um "aluguel", e aluguel não gera crescimento exponencial de capital.


2. Traduzindo o Kiri para "Sacas por Hectare"


Aqui a conversa muda. Diferente do arrendamento, o Kiri não vai te pagar um boleto anual. Ele é um ativo que matura.


Existe uma referência de mercado importante para essa comparação: enquanto o teto do arrendamento gira em torno de 12 sacas/ha/ano, um projeto de Kiri bem estruturado pode entregar um resultado econômico equivalente a até 90 sacas/ha/ano na média do ciclo.





Como chegamos nessa conta? Não é mágica, é matemática de valor agregado. O Kiri não compete com a soja em volume, ele compete em valor.


Quando somamos:


  1. A alta produtividade de madeira (m³/ha);

  2. O preço de venda de uma madeira nobre (muito superior ao pinus/eucalipto);

  3. A receita adicional com créditos de carbono;


E dividimos esse montante final pelos 8 anos do ciclo, o retorno médio anual diluído supera — e muito — a renda do arrendamento tradicional.


A lógica é simples:


  • Arrendamento: Entrada menor, recorrente, risco quase zero, sem alavancagem.

  • Kiri: Investimento inicial (Capex), risco de execução, mas com um potencial de multiplicação de capital por hectare muito superior.



3. Risco x Retorno: Onde o Kiri se encaixa no portfólio?


Para o produtor conservador, a decisão passa pela análise de prós e contras.


O Arrendamento de Soja/Boi


  • Vantagem: Simplicidade. Assinou, recebeu. É ideal para quem não quer imobilizar capital e nem dedicar tempo à gestão da área.

  • Limite: Nenhuma valorização real da terra (além da inflação imobiliária) e exposição indireta à degradação do solo se o arrendatário não cuidar bem.


O Projeto Florestal de Kiri


  • Vantagem: Maximiza o valor por hectare. Transforma a terra em uma fábrica de madeira nobre e carbono. Além disso, melhora a imagem ambiental da fazenda e recupera áreas degradadas. É um ativo excelente para sucessão familiar.

  • Desafio: Exige desembolso inicial e paciência. As receitas são concentradas no médio/longo prazo (corte principal aos 8 anos). Requer análise técnica séria de solo e clima, não dá para plantar "no escuro".



4. Quando faz sentido trocar (ou complementar) o arrendamento com Kiri?


Não sugerimos que você arranque soja de várzea produtiva para plantar árvore. O Kiri é estratégico em cenários específicos. Veja se você se enquadra em algum destes três:


Cenário A: Terra boa, arrendamento medíocre


Você tem uma propriedade com boa aptidão, mas o valor do arrendamento está estagnado. Você sente que está subaproveitando um ativo valioso.


  • O raciocínio: "Se eu investir em um projeto próprio nesses hectares, em vez de 'alugar' barato, quanto posso destravar de valor em 8 anos?" Se a conta do Kiri superar as 12 sacas/ha, a troca faz sentido.


Cenário B: O produtor capitalizado buscando diversificação


Você já tem soja, já tem gado, tem caixa e estrutura. Mas sente o peso da volatilidade das commodities tradicionais.

  • O raciocínio: O Kiri entra como uma "terceira perna" de negócio. Ele não concorre com a safra; ele protege o patrimônio. Você usa uma parte da área para criar um ativo descorrelacionado do preço do grão.


Cenário C: Áreas de borda ou pasto de baixo uso


Aqueles talhões de canto, áreas de pasto degradado ou bordas que rendem pouco ou nada no arrendamento.

  • O raciocínio: Transformar um passivo (terra parada ou mal remunerada) em um ativo florestal de alto desempenho. Aqui, o Kiri compete com o "zero", e a vantagem é brutal.



5. Três erros ao fazer essa conta (O que não fazer)


Para ter clareza na decisão, evite estas armadilhas comuns:

  1. Comparar fluxos temporais diferentes: Não compare o cheque do arrendamento deste ano com a venda da madeira daqui a 8 anos sem trazer os valores para a mesma base (Valor Presente).


  2. Ignorar o risco: Kiri não é renda fixa. É um empreendimento. Ele paga mais justamente porque exige técnica, manejo e tempo.


  3. Plantar sem viabilidade técnica: O ponto de partida nunca é a planilha financeira, é o solo. Se a área não for analisada e corrigida de acordo, o projeto não para em pé.


Conclusão: Não é substituição, é inteligência de portfólio


O Kiri não veio para substituir o arrendamento de soja ou a pecuária. Ele é uma ferramenta para o produtor que olha para os próximos 10 anos e pensa: "Com essa terra aqui, dá para ganhar mais do que o teto do mercado."


Se você tem 5 hectares ou mais disponíveis, capital para investir e busca maximizar o retorno da sua terra, vale a pena colocar os números do Kiri na ponta do lápis.


Quer saber se sua área tem aptidão para um projeto de alta performance? A Paulownia Brasil realiza a análise de viabilidade técnica e econômica para sua propriedade.


  • Kiri vs arrendamento rural

  • Retorno por hectare Paulownia

  • Investimento florestal vs soja

  • Diversificação agrícola

  • Projeto de crédito de carbono florestal

  • Lucratividade fazenda sacas por hectare

 
 
 

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